Videntes e Afins
Estou a sentir uma vibração muito forte a surgir da letra “T”.
Agora vocês só têm de a associar a algo ou alguém da vossa vida e eu passo a vidente extremamente talentosa. (e, não, não é “T” de “Treta”)
Eu compreendo, perfeitamente, a necessidade de acreditar em “algo” maior que nós – e aceito, até, que traga benefícios mentais – mas não suporto que haja malta a fazer dinheiro com as fragilidades dos outros.
É suficientemente triste saber que há poupanças inteiras desperdiçadas em curas de “maus olhados,” mas que alguém seriamente doente seja convencido a fazer “tratamentos” alternativos ao invés de seguir os conselhos dos profissionais da medicina tradicional é, simplesmente, criminoso.
É por tudo isto que não compreendo que hajam “videntes” em tantos dos nossos canais nacionais, mas, especialmente, nos de sinal aberto.
Seria de julgar que fraude em horário nobre fosse uma prática desaconselhada pelas entidades reguladoras.