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Em Letras Pequeninas

Podem tirar a rapariga da farmácia, mas não podem tirar a farmácia da rapariga. Salvo seja…

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Podem tirar a rapariga da farmácia, mas não podem tirar a farmácia da rapariga. Salvo seja…

30 de Junho, 2022

Sobre Gordas

Inês Reis

Há uma moda entre certos comediantes (normalmente, homens) de criticar o movimento que quer tirar a vergonha associada aos gordos. O argumento é sempre o mesmo: ser gordo faz mal à saúde e não temos de elogiar quem se anda a matar de propósito.

E eu até percebo o raciocínio (na sua essência), mas não aceito a forma como é feito.

Ninguém escolhe ser gordo. E se deixar de o ser fosse a coisa mais simples do mundo, vocês, comediantes gordos ou ex-gordos, com, literalmente, milhões no bolso e todo o tipo de tratamentos à vossa disposição, não tinham levado tanto tempo a lidar com o problema (se lidaram sequer).

“Deixem-me que vos apresente: Comediantes Gordos, esta é a Saúde Mental, Saúde Mental- Oh, já conhece os Comediantes Gordos? Ah, pois, faz sentido.”

Agora, este tipo de comentário é, geralmente, direccionado a mulheres gordas que decidiram parar de deixar que a sociedade ditasse como os seus corpos devem ser - para celebrar a suas vidas da melhor maneira possível - e que, algures pelo caminho, se tornaram alvos extremamente fáceis para outros gordos com influência (e seus seguidores) que acham que se gozarem com as suas próprias falhas passam a fazem parte do grupo dos fixes.

Mas não me interpretem mal, eu não vejo mal nenhum em se fazer comédia com o tema, desde que o objecto da piada seja o correto.

Pessoalmente, acho hilariante que um homem tenha mais abertura para fazer uma palpaçãozita da próstata do que do cérebro (leia-se consulta de psicologia).

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