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Em Letras Pequeninas

Podem tirar a rapariga da farmácia, mas não podem tirar a farmácia da rapariga. Salvo seja…

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Podem tirar a rapariga da farmácia, mas não podem tirar a farmácia da rapariga. Salvo seja…

01 de Dezembro, 2025

Resolver os problemas do mundo na minha hora de almoço

Inês R.

Seria muito mais fácil aceitar que sou apenas uma mulher, trabalhadora por conta de outrem, sem capacidade alguma de produzir mudanças significativas neste mundo em que vivemos e, assim, permitir-me desistir de fazer até aquilo que está ao meu alcance.

"Como se a minha separação de resíduos domésticos conseguisse competir com o tubo de escape do meu carro a gasolina ou com o teu cruzeiro pelo Mediterrâneo ou com os centros de dados deles."

Advogar pela manutenção do Serviço Nacional de Saúde, no meio de uma formação de primeiros socorros, para uma "plateia" de seis não mudará o sentido de voto de nenhum deles, mas talvez semeie a dúvida numa dessas cabeças; o suficiente para a fazer ver o tema com outros olhos.

Falar de saúde mental enquanto aqueço o almoço no micro-ondas do trabalho vale o que vale até que uma colega revela que, finalmente, decidiu marcar uma consulta de Psicologia.

Doar algum dinheiro, por pouco que seja, a causas que me sejam queridas, ao invés de me deixar assoberbar pela frustação de não conseguir ajudar todos quantos precisam, pode fazer a diferença na vida de alguém.

E não deixar passar nenhum comentário preconceituoso de um colega que não é racista, "mas," sem o fazer sentir vergonha de ter decidido abrir a boca na minha presença. Porque não é aceitável que este tipo de discurso volte a ser normalizado. Muito menos na minha hora de almoço.

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