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Em Letras Pequeninas

Podem tirar a rapariga da farmácia, mas não podem tirar a farmácia da rapariga. Salvo seja…

Em Letras Pequeninas

Podem tirar a rapariga da farmácia, mas não podem tirar a farmácia da rapariga. Salvo seja…

02 de Janeiro, 2021

Preliminares

Inês Reis

Eu lavo as mãos antes de usar a casa de banho. Pronto, já disse.

Também lavo depois, mas isso já não é controverso dizer, certo? No ano de nosso senhor de 2021?

Pensem lá: estão no trabalho (e não é preciso que sejam serventes de pedreiro, neste “supônhamos”) quando sentem um aperto nas entranhas de baixo (não confundir com a vontade de fazer número dois que, se deus quiser, não dá durante o expediente); o mais certo é que tenham mexido em papéis vindos das secretárias de malta que, se calhar, tem o hábito de “limpar o salão” com os dedos ou que tenham agarrado uma ou dez vezes no telemóvel “pa ver as horas;” telemóvel este que, só nos últimos dias, pousou em múltiplas superfícies - algumas delas das que agora são “desinfetadas várias vezes por dia” e outras que nem por isso.

Se se dirigirem imediatamente ao cubículo – sem sequer agarrar em dois quadrados de papel higiénico para abrir a porta, que acumula restos de material orgânico de toda a malta daquele piso – vão, inadvertidamente, tocar no papel higiénico, ou diretamente na “boca do corpo,” com as mãos sujas. Ponto final. E, depois, à saída, ainda vão acrescentar mais umas gotas de urina fresca à tranca da porta.

Por isso é que, com ou sem pandemia, eu lavo sempre as minhas mãos antes e depois de usar a casa de banho. (E só não lavo durante porque o bidé – quando existe - fica sempre fora de mão)

Ah, e é claro que baixo a tampa da sanita antes de puxar o autoclismo. Mas estou certa que, nesse ponto, concordamos todos, ou não?

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