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Em Letras Pequeninas

Podem tirar a rapariga da farmácia, mas não podem tirar a farmácia da rapariga. Salvo seja…

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Podem tirar a rapariga da farmácia, mas não podem tirar a farmácia da rapariga. Salvo seja…

30 de Junho, 2025

Humanidade Condicional

Inês R.

Li, algures pela internet, que assim que decidimos que uma qualquer categoria de pessoas pode ser tratada como menos do que humana estamos a dizer que a humanidade é condicional; que é preciso fazer check num determinado número de caixas para levar o certificado para casa.

Relacionei-me, imediatamente, com o conceito, até que imaginei aquela categoria de malta que serve de exemplo para todos os argumentos preconceituosos que conheço: os criminosos.

Será que o mais vil dos assassinos também merece ser tratado com empatia?

Sim, claro. 

O seu castigo é a sua remoção da sociedade; são os anos, as décadas, de isolamento e de distância de tudo e de todos. Nada disto implica um tratamento desumano. Um prisioneiro deve ser alimentado, ter acesso a cuidados de higiéne e de saúde (incluindo mental), porque, acima de tudo, se trata de uma pessoa, e porque a intenção (ainda que teorética) da sua prisão será sempre a reabilitação.

Então, se até um bandido é um ser humano, porque custa tanto aceitar que uma diferença de religião, de orientação sexual, ou de cor de pele não retira a humanidade a ninguém?

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