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Em Letras Pequeninas

Podem tirar a rapariga da farmácia, mas não podem tirar a farmácia da rapariga. Salvo seja…

Em Letras Pequeninas

Podem tirar a rapariga da farmácia, mas não podem tirar a farmácia da rapariga. Salvo seja…

08 de Fevereiro, 2021

Fora de Control

Inês Reis

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Não sei que homens serviram de modelo para as marcas de preservativos comercializadas no nosso país, mas, seguramente, não eram Portugueses. Caso contrário, todas elas disponibilizariam ao consumidor Tuga uma tamanho “Triple X Super Extra Mais”.

Sim, meus amigos, o homem nacional sofre em silêncio com a falta de opções no mercado do sexo – e não me estou só a referir a arneses de cabedal pintado à mão. O flagelo em questão é a escassez de tamanhos de preservativos suficientemente grandes para servir os pénis da nação.

Mas, ironias à parte, e, por mais engraçado que fosse ver a malta a fazer verdadeiros malabarismos só para pedir uma marca de “você sabe… mas um bocadinho mais largos,” a verdade é que o embaraço faz com que a maioria dos homens não perca muito tempo a escolher a marca e o tamanho de preservativo mais adequados para si.

(já para não falar dos que se limitam a ir àquelas máquinas dispensadoras das farmácias - a altas horas da madrugada, para não deixar testemunhas - e pagam uma exorbitância por uma caixa de três preservativos que passou sabe-se lá quantos dias à esturra do sol)

E acreditem quando eu digo que o problema nos afeta a todos; se a maioria dos homens prefere não usar preservativo durante o sexo, alguns há que o tiram durante o ato sem o consentimento do parceiro ou parceira. O que significa que é do interesse geral que as luvas assentem o melhor possível nos apêndices sexuais masculinos; dos polegares pungentes aos mindinhos atrevidos, se é que me faço entender.

E, lembrem-se, pedir uma caixa de preservativos ao balcão da farmácia deve ser motivo de orgulho. Não só significa que têm alguém disposto a ir para a cama com vocês – cá mais cinco! - como mostra que são suficientemente inteligentes para se manterem saudáveis e, para alguns ainda, longe de uma possível batalha legal pela custódia de um puto que não pediu para nascer.

Imagem: By j4p4n - Openclipart, CC0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=88651681

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