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Em Letras Pequeninas

Podem tirar a rapariga da farmácia, mas não podem tirar a farmácia da rapariga. Salvo seja…

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14 de Abril, 2022

Era Uma Vez A Páscoa

Inês Reis

A primeira vez que questionei a minha religião foi quando soube que o Papa João Paulo II tinha condenado o uso do preservativo numa visita a Africa, numa altura em que o vírus da SIDA devastava o continente.

A segunda foi nas vésperas de uma Páscoa, quando descobri que o jejum pedido durante a Quaresma podia ser evitado a troco de uma oferenda feita à Igreja.

Depois de uma luta pessoal de anos, deixei a religião católica aos 19 e estou em paz com essa decisão desde então.

A moralidade não é exclusiva da religião.

No entanto, vivo numa sociedade maioritariamente católica – incluindo família e amigos – pelo que dou por mim, frequentemente, em igrejas, para casamentos, baptizados e funerais, ou a responder no banco ou no supermercado “obrigada e boa Páscoa para si também”.

Não ando a pregar o “ateísmo;” simplesmente, respeito a fé de todos e apenas peço que respeitem a minha decisão, também.

E como sou grande fã de chocolate, não me importo que venha em forma de coelho ou ovo gigante.

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