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Em Letras Pequeninas

Podem tirar a rapariga da farmácia, mas não podem tirar a farmácia da rapariga. Salvo seja…

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Podem tirar a rapariga da farmácia, mas não podem tirar a farmácia da rapariga. Salvo seja…

29 de Setembro, 2025

Correlação não implica causalidade

Inês R.

As mulheres grávidas tomam paracetamol porque é dos poucos medicamentos seguros para o feto, quando tomado de acordo com a prescrição.

São também as mulheres grávidas que, eventualmente, têm bebés que podem ou não ser diagnosticados como estando no espetro do autismo.

Tirar daqui a conclusão de que o paracetamol causa autismo é como dizer que o nosso vizinho estampou o carro porque viu um gato preto a atravessar o caminho nessa manhã.

Só porque as variáveis "paracetamol" e "autismo" estão relacionadas (pela sua ligação às mulheres grávidas), não significa que uma cause a outra.

Uma afirmação destas, carece, obrigatoriamente, de confirmação científica. Algo que não aconteceu antes do amigo Mister President a ter disparado em direção ao mundo em geral (até porque o contrário é verdade).

Mas, que engraçado, não eram as vacinas que causavam autismo? Agora é o paracetamol, também? Estranho... É quase como se esta malta não faça a mais pálida ideia do que está a falar e ande só a arranjar soluções para problemas que foram os próprios a inventar.

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