Correlação não implica causalidade
As mulheres grávidas tomam paracetamol porque é dos poucos medicamentos seguros para o feto, quando tomado de acordo com a prescrição.
São também as mulheres grávidas que, eventualmente, têm bebés que podem ou não ser diagnosticados como estando no espetro do autismo.
Tirar daqui a conclusão de que o paracetamol causa autismo é como dizer que o nosso vizinho estampou o carro porque viu um gato preto a atravessar o caminho nessa manhã.
Só porque as variáveis "paracetamol" e "autismo" estão relacionadas (pela sua ligação às mulheres grávidas), não significa que uma cause a outra.
Uma afirmação destas, carece, obrigatoriamente, de confirmação científica. Algo que não aconteceu antes do amigo Mister President a ter disparado em direção ao mundo em geral (até porque o contrário é verdade).
Mas, que engraçado, não eram as vacinas que causavam autismo? Agora é o paracetamol, também? Estranho... É quase como se esta malta não faça a mais pálida ideia do que está a falar e ande só a arranjar soluções para problemas que foram os próprios a inventar.
